
Nas vésperas de uma eleição é normal que haja encontros e desencontros dentro das coligações. Tudo pela escolha de uma cabeça que representará a chapa. Com o PSB, capitaneado pelo presidenciável pernambucano Eduardo Campos, não seria diferente.
O cenário dos socialistas aqui em Minas Gerais não destoaria essa tendência. Os protagonistas do imbróglio pessebista são o ambientalista Apolo Heringer e o deputado federal Júlio Delgado.
Na semana passada, em visita ao Estado, o ex-governador Eduardo Campos se encontrou com partidários, entre eles, Heringer. O ambientalista já deu sinais que está disposto a tentar o governo de Minas através da coalizão PSB/Rede.
Entretanto, seu nome não é unanimidade, a começar pela indicação de que os socialistas apoiariam os tucanos, representado por Pimenta da Veiga (PSDB-MG).
A pré-candidatura de Júlio Delgado veio com a possibilidade dos socialistas não apoiarem mais os tucanos no pleito de outubro. A ideia de um nome próprio lança Delgado como candidato de relevância em Minas. Ele é presidente do PSB no Estado e tem influência sobre os diretórios do interior.
O clima esquentou ainda mais pelo surgimento de uma vontade ainda não declarada, de dirigentes nacionais do partido, pela indicação de Júlio Delgado ao Palácio Tiradentes. Vale lembrar ao leitor que até semana passada, Apolo Heringer era o único cogitado, mesmo sem agradar todas as alas do PSB.
Segundo o jornal O Tempo, o ambientalista respondeu ao possível lançamento de Delgado para as eleições. “Quando houve a aliança PSB/Rede, foi definido que haveria uma alternativa qualitativa ao jogo político. Eu represento isso. Se o Júlio Delgado ou qualquer outra pessoa aparecer, vai soar como falso”, alfineta Heringer.
Na semana passada, o presidente da sigla, Eduardo Campos, havia assegurado a Heringer que a candidatura pelo governo de Minas seria decidido apenas na convenção. Aliás, devido às incertezas das alianças nos Estados, o evento foi remarcado para o dia 28 de junho.
Nesta terça-feira (13), em Pernambuco, o tucano Daniel Coelho ameaçou romper com o pacto de não-agressão firmado em janeiro pelo PSB e PSDB. De acordo com o deputado, se houver indicação de nome próprio dos socialistas ao governo de Minas, os tucanos lançarão candidato do PSDB para o governo pernambucano.
Segundo o site Pernambuco 247, Coelho arquitetaria o lançamento de uma chapa no Estado. “Se o PSB lançar um candidato em Minas, lançamos um em Pernambuco (...) Entretanto, não é o PSDB de Pernambuco que está tratando desse assunto, já que não é uma coisa local. Isso está sendo tratado diretamente com o senador Aécio Neves (pré-candidato à Presidência da República -PSDB-MG). De qualquer maneira, se o pacto foi firmado, nós esperamos que ele seja cumprido”, adiantou.
terça-feira, 13 de maio de 2014
Briga interna preocupa PSB
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17:10
Guilherme
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