<a href="http://blogdosjornalistasbh.files.wordpress.com/2014/04/campanha-safernet-abre.jpg"><img class="aligncenter wp-image-1193" alt="Campanha contra pornografia de vingança" src="http://blogdosjornalistasbh.files.wordpress.com/2014/04/campanha-safernet-abre.jpg" width="640" height="330" /></a>
A palavra “privacidade” nunca esteve tão em alta quanto nos últimos meses. Das denúncias de Edward Snowden aos constantes processos ao Facebook e, claro, o advento da chamada “<strong>pornografia de vingança</strong>”, muito tem acontecido. De acordo com o Ibope, já somos mais de 105 milhões de internautas no Brasil. Só no “face”, o número chega a 86 mi.
O problema é que o conhecimento de como usar a internet adequadamente é desproporcional ao crescimento de usuários.
No que diz respeito à <strong>privacidade e exposição on-line</strong>, muito depende apenas de nós. Às vezes, na inocência de querer se mostrar para o mundo ou na maldade de mostrar o outro ao mundo, as coisas saem do controle, trazendo consequências sérias.
É comum, sobretudo entre jovens e usuários com menos experiência na internet, se expor para ganhar alguma atenção. Ou mesmo porque não sabem que o conteúdo está disponível para todos. Seja publicando imagens íntimas ou revelando informações sensíveis, essas pessoas se colocam em risco.
Os termos “<strong>sexting</strong>” e “<strong>nude selfie</strong>” definem a prática de registrar e enviar imagens sensuais para o parceiro via internet ou SMS. Outra mania que explodiu na rede social Instagram é o compartilhamento de fotos após o sexo, batizado de #aftersex. Com uma <a title="#aftersex no Instagram" href="http://statigr.am/tag/aftersex" target="_blank">busca</a> no site é possível achar várias fotos reveladoras, que poderão constranger seus donos no futuro, se é que já não estão.
Esses fenômenos são tão sérios que três ações para evitar esse tipo de comportamento repercutiram na mídia nos últimos dias.
A primeira foi o “dinossauro azul” do Facebook. O simpático personagem alertava o usuário sobre as opções de privacidade da rede quando algo ia ser postado publicamente. O objetivo era explicar quem poderia ver seus posts de acordo com a configurações.
<a href="http://blogdosjornalistasbh.files.wordpress.com/2014/04/50530-69370-dinossauro-azul-facebook.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1192" alt="Dinossauro Azul do Facebook" src="http://blogdosjornalistasbh.files.wordpress.com/2014/04/50530-69370-dinossauro-azul-facebook.png" width="600" height="250" /></a>
Outra peça abordou o assunto com mais agressividade. E acabou meio que complementando a mensagem do dinossauro do Facebook. Num vídeo com pouco mais de um minuto de duração, o governo paraguaio mostrou o caminho que uma simples foto sensual publicada por uma adolescente pode percorrer na web.
Do feed de notícias do Facebook a um site pornográfico, o que poderia constranger bastante a jovem. Assista:
<p style="text-align: center;"><iframe src="//www.youtube.com/embed/FNaHgP9a5Zc" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
Por fim, e subindo no nível de impacto, um vídeo de conscientização sobre pornografia de vingança circulou pelo WhatsApp. Nas imagens, de qualidade amadora, uma jovem aparece fazendo sexo com um homem. Típico “caiu na net”. Ao final, a surpresa: era uma atriz pornô. Lola, como é conhecida, contracenava com o namorado, também ator.
<a href="http://blogdosjornalistas.com.br/wp-content/uploads/2014/04/lola-whatsapp.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1195" alt="Atriz pornô Lola em campanha no WhatsApp" src="http://blogdosjornalistas.com.br/wp-content/uploads/2014/04/lola-whatsapp.jpg" width="250" height="375" /></a>
Ela diz que aquele poderia ser mais uma menina com a vida estragada pelo vazamento de imagens intimas. Também pede para os usuários não compartilharem esse tipo de vídeo e darem preferência aos publicados com consentimento, como o filme dela. <a title="Assista ao vídeo no site do Extra" href="http://extra.globo.com/noticias/brasil/em-video-compartilhado-no-whatsapp-atriz-porno-faz-campanha-contra-divulgacao-nao-autorizada-de-imagens-intimas-11996455.html" target="_blank">Assista</a>.
Levantamento divulgado nesta semana pela Safernet Brasil, ONG que defende os direitos humanos na internet, revela que o número de casos de pornografia de vingança mais do que dobrou no último ano.
Em 2013 a organização atendeu a 101 casos, 110% a mais do que em 2012, quando 48 pessoas procuraram apoio. 77% dos pedidos de ajuda partiram de mulheres. A faixa etária mais atingida é a de 13 a 15 anos.
Na era digital é necessário ter maldade. A facilidade de publicação e compartilhamento de conteúdo é uma armadilha. Pense inúmeras vezes antes de registrar imagens ou informações que poderão comprometê-lo. Se o fizer, pense ainda mais antes de publicar, sobretudo se não for seu. A reflexão é simples: eu faria isso no meio de uma praça pública lotada de gente?
Vamos reduzir o número de vidas estragadas por essas situações. Façamos que o lado bom das mídias sociais pautem a imprensa com mais frequência do que esses casos.
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quinta-feira, 17 de abril de 2014
Privacidade, sexo e redes sociais: um alerta para quem está on-line
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05:36
Guilherme
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