terça-feira, 11 de março de 2014

PMDB e PT medem forças





 

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A relação de poder entre duas grandes legendas tem ganhado destaque nos noticiários políticos nas últimas semanas. O PT de Dilma Rousseff enfrenta um embate com o PMDB. Algo que muitos já previam. Tudo ficou claro na reforma ministerial orquestrada pela mandatária no início do ano. O PMDB nunca escondeu a insatisfação com a presidente pelo fato do partido não ter mais espaço no alto escalão do governo. Basta lembrar que os peemedebistas compõem a maior parcela de aliados da base, pelo menos no papel. O líder peemedebista na Câmara, o deputado federal Eduardo Cunha, promoveu há duas semanas o “blocão”, com o objetivo de ter atuação independente das decisões do Palácio do Planalto. As legendas que integravam o “blocão” eram os seguintes: PSC, PDT, PP, Pros, PR, PTB, SDD e o PMDB. No entanto, o agrupamento partidário está se esvaziando, pois o PTB, PP e o PDT já anunciaram a saída do movimento para reatar com os petistas. O PSD, de Gilberto Kassab, recebeu convite para participar do conjunto de legendas contrárias à atuação no Congresso Nacional, mas o partido sinalizou que ficará ao lado de Dilma para evitar mais brigas.

Na quarta-feira (5), Dilma se encontrou com o ex-presidente Lula e o líder nacional do PT, Rui Falcão, para colocar em pauta a campanha eleitoral de 2014. Na ocasião, Lula aconselhou a Dilma a adotar uma posição mais branda com os partidos rebelados, o que pode ter resultado na desistência das coligações à aderência do bloco. Cunha disse à imprensa que “o PMDB terá, em algum momento, que definir se quer ou não ficar nessa aliança” com o PT.

Muito além da relação conturbada entre os partidos em âmbito nacional, a situação nos Estados também não tem gerado boas conversas. No Rio de Janeiro, reduto eleitoral de Eduardo Cunha, o governador Sérgio Cabral terá o seu vice, Luiz Fernando Pezão, como candidato à sucessão. Ambos são do PMDB. O imbróglio surge quando o PT tem no senador Lindbergh Farias o nome para concorrer ao Palácio Guanabara. A cúpula petista já demonstrou que apoiará Lindbergh no pleito de outubro. Cabral e Pezão mostraram que estão com Dilma Rousseff, mas que o PMDB seguirá livre para tomar suas próprias decisões nas eleições do Rio de Janeiro.

Outro cenário complicado acontece no Ceará, pois o senador peemedebista Eunício Oliveira até agora não sabe se terá apoio do PT para o governo estadual. Em Minas, o PSDB reuniu-se ontem com as principais lideranças do PMDB para oferecer abrigo em troca do apoio à candidatura de Pimenta da Veiga ao Palácio Tiradentes. O presidente do tucanato mineiro, Marcus Pestana, afirmou que a parceria pode dar ao PMDB a indicação de um nome para vice-governador ou ao Senado, caso a aliança seja formada. Vale ressaltar que o senador Clésio Andrade não descarta a possibilidade de concorrer ao governo pelo time peemedebista mineiro.

PMDB

Dilma prometeu nessa segunda-feira (10) apoiar o PMDB em pelo menos seis Estados (lugares como Maranhão, Paraíba, Rondônia e Tocantins), onde o PT não tem tanta chance de conquistar as eleições, mas que provavelmente podem ter candidatos.

O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), e Lula já assumiram as rédeas da situação e asseguraram que a briga tende a cessar. O vice-presidente da República, Michel Temer, esvaziou por completo a vontade de desintegração partidária por Cunha, uma vez que ele disse que cabe à convenção tomar qualquer iniciativa sobre a tumultuada relação PT-PMDB.  Entretanto, deputados peemedebistas discutem a aprovação de uma moção em apoio a Eduardo Cunha. Essa semana ainda reserva muitas emoções.



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