Fazer ligações telefônicas. Trocar mensagens instantâneas. Compartilhar imagens. Acessar redes sociais. Navegar pela internet. Essas são apenas algumas das atividades executadas no smartphone a todo o momento, em qualquer lugar.
Os smartphones conquistaram o coração do brasileiro. E não é à toa. Com preços menores e recursos crescentes, as vendas desses aparelhos aumentam a cada dia, já superando a de celulares comuns.
Apenas no terceiro trimestre de 2013 foram comercializados 10,4 milhões de smartphones no Brasil, um crescimento de 147% em relação ano passado. No mesmo período, o número de celulares simples chegou a 7.5 milhões, um recuo de 33% comparado ao ano anterior, apontou pesquisa da IDC.
De olho nesse cenário emergente, algumas fabricantes apostam em modelos de baixíssimo custo (e qualidade), também conhecidos como “xing-lings”. Baixa durabilidade, falta de suporte e mau funcionamento são características comuns. É o famoso “barato que sai caro”.
Há também quem traga seus smartphones do exterior. Em alguns casos, mesmo os telefones originais ficam sem a certificação, como alguns modelos da fabricante HTC, que não atua no Brasil.
Para garantir que apenas aparelhos regulares funcionem no país, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou que equipamentos não certificados poderão ser bloqueados, o que assustou muita gente.
A decisão afeta dois tipos de consumidores:
- O que compra smartphones/celulares e acessórios falsificados;
- Aquele que traz do exterior produtos não homologados no Brasil.
Por enquanto, nada de bloqueio de smartphones
Segundo o próprio órgão regulador, o Sistema Integrado de Gestão de Aparelhos (Siga) ainda está em fase de testes. O objetivo inicial é diagnosticar a situação de regularidade dos aparelhos conectados às redes das operadoras.
Por enquanto não haverá bloqueio de nenhum telefone. Também não existe um prazo para esse tipo ação entrar em vigor.
As normas da Anatel também preveem multa para quem fabrica, vende ou utiliza esses produtos sem certificação. Os valores variam de R$100 a R$3 milhões, de acordo com a infração.
Por isso é importante ter cuidado na hora da compra. Zelar pela qualidade do produto é essencial, independente de fiscalização.
Para descobrir se um aparelho tem o selo da Anatel, o consumidor pode conferir no manual, no próprio produto ou por consulta no Sistema de Gestão de Certificação e Homologação (SGCH) da agência.
A cartilha com mais informações sobre o regulamento está disponível aqui. Siga @BlogJornalistas
21:53
Guilherme
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