
Estamos conectados. A internet se enraizou de tal maneira no cotidiano que é impossível imaginar a vida sem ela. Ainda que indiretamente, dependemos da rede. No Brasil, serviços públicos na área da saúde, por exemplo, já se baseiam em sistemas web. Sem contar as pequenas conveniências do dia a dia, como mensageiros instantâneos e banco on-line.
A Internet reduz custos, otimiza processos e facilita a vida nos mais variados sentidos. Mas, em nível global, ainda são poucos os que gozam diretamente das utilidades da grande rede. Apenas 1/3 da população mundial, para ser mais preciso.
São mais de 5 bilhões de pessoas sem acesso à internet no mundo. E para tentar mudar essa realidade, esforços são feitos pelos setores público e privado.
Conheça a Internet.org
“Internet.org é uma parceria global dedicada a proporcionar acesso à internet aos dois terços do mundo ainda não conectados”.
Com essas palavras, empresas como Facebook, Nokia e Samsung definem sua iniciativa em prol da democratização da internet. O projeto aposta em três desafios para atingir o objetivo:
- Redução do custo de acesso à rede: os parceiros trabalham junto às operadoras e governos no desenvolvimento de tecnologias para entregar ao público conexões de boa qualidade por custos cada vez menores.
- Uso mais eficiente dos dados: ao comprimir e otimizar o tráfego de dados na rede, os custos caem e a velocidade aumenta, beneficiando tanto os usuários quanto as operadoras, que terão a infraestrutura de rede melhor aproveitada.
- Criação de modelos de negócio sustentáveis: implantar produtos e serviços baseados no acesso à internet estimula a economia, gera empregos e fomenta a utilização da rede para todo o desenvolvimento da população.
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A visão do Internet.org é de médio e longo prazo. Alguns especialistas estimam que a iniciativa atingiria as 5 bilhões de pessoas “desconectadas” dentro de 10 a 20 anos.
Reflexos na prática
Os parceiros da Internet.org focam, sobretudo, no acesso móvel à rede. Não é por acaso. Smartphones e tablets medianos já cumprem praticamente todas as funções básicas de um computador de mesa: comunicar com outras pessoas via redes sociais, e-mail e mensageiros instantâneos, editar documentos, criar e compartilhar conteúdo multimídia e acessar a web.
A era dos dispositivos móveis já começou. Baixo custo e funcionalidades avançadas são a marca dos aparelhos. E essa é a grande aposta das grandes empresas para atingir mercados pouco explorados.
Dois fatos muito recentes envolvendo parceiros da Internet.org exemplificam bem essa leitura:
- A compra do WhatsApp pelo Facebook: o aplicativo móvel de mensagens é febre com quase meio bilhão de usuários. Tem exatamente o perfil perseguido pela Internet.org: prático, econômico e funcional, com penetração dos aparelhos simples aos mais caros. Possuir essa tecnologia é um passo estratégico para o Facebook, que encabeça a iniciativa de democratização da rede. Mark Zuckerberg afirmou que $19 bilhões foi “barato” pelo WhatsApp.
- Smartphone da Nokia com Android: a fabricante finlandesa sempre fez sucesso em mercados emergentes com os chamados “feature phones”, modelos extremamente simples. O anúncio do Nokia X é simbólico: demonstra o interesse da empresa em trazer um modelo barato, mas com um sistema operacional consolidado e funções avançadas para a faixa de preço.
Alcançar as 5 bilhões de pessoas desconectadas pode até parecer um delírio para os céticos. No entanto, percebe-se que as corporações estão se movimentando para o desenvolvimento de soluções populares baseadas em tecnologia móvel. Quem sabe dá certo?
Eu acredito.
Visite o site da Internet.org.
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10:20
Guilherme
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1 comentários:
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