
- O então chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, fala à imprensa após se reunir com o presidente Lula em 2010.
A política intervencionista e desastrosa de Hugo Chávez parece ter encontrado um sucessor a altura. O atual presidente venezuelano, Nicolás Maduro, começou a intervir diretamente na economia. Em meados de novembro decretou intervenção em algumas redes varejistas de eletrodomésticos. A população acabou se aglomerando nas portas das lojas com a esperança de conseguir bens de consumo distantes, até então, de seu poder de compra.
A intervenção nos preços é medida desesperada do governo em tentar conter os índices inflacionários, que beira a alta acumulada de 54% nos últimos 12 meses. Em pronunciamento na TV, Maduro se comprometeu a estender a fiscalização, da prática de preços tidos como abusivos de acordo com o governo, às empresas de sapatos, roupas, automóveis e outros bens de consumo.
A equipe econômica venezuelana poderia buscar experiências similares dos países vizinhos e ver que historicamente este tipo de política populista de limitação e congelamento de preços não funciona. Na década de 1980, o Brasil tentou o mesmo tipo de tática para a contenção inflacionária, e o que acabou conseguindo foi apenas o esvaziamento das prateleiras de supermercados e afundar ainda mais o país na crise econômica.
Economia venezuelana
Maduro vale-se da mesma tática de Chávez, a propaganda bolivariana, e ao invés de reconhecer que o país precisa passar por uma grande reforma econômica, empurra a culpa aos opositores políticos e seus inimigos externos, Estados Unidos e Colômbia. Ele vem contando ainda com a aprovação da Lei Habilitante, que permitirá governar por decretos durante um ano, e dentre suas promessas está o aumento da perseguição aos empresários acusados de elevarem preços só para gerar descontentamento na população e consequentemente desestabilizarem seu governo.
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10:00
Guilherme
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