Desastres naturais nas Filipinas são assuntos frequentes no dia a dia do país, mas a passagem do supertufão Haiyan deixou um rastro de destruição sem precedentes, no mês de novembro. De acordo com Agência Nacional de Desastres do país, o número de mortos passa de 5200, calculo este que deve subir, pois as equipes de resgate estão longe de terminarem seu trabalho.
A capital costeira da província de Leyte, Tacloban, com mais de 200 mil habitantes, foi a mais afetada pelo tufão. A região com diversos locais de complicado acesso vem dificultando a chegada da ajuda humanitária. A logística é o principal desafio diante da destruição significativa de estradas. Grandes carregamentos de suprimentos para ajuda básica inicial ainda ficam presos em Manila. Há um o elevado grau de dificuldade no transporte tanto terrestre como aéreo.
Equipes de limpeza trabalham incansavelmente na remoção de árvores e escombros para que caminhões com comida e água potável possam chegar aos mais necessitados. Equipes jornalísticas de todo o mundo não só registraram o desespero dos moradores locais famintos e com sede, como também acabaram enfrentando os mesmos problemas relacionados à escassez de recursos básicos para a sobrevivência.
Se não bastasse as complicações do desastre para a entrega de doações, diante do estado de calamidade, crianças, mulheres e idosos são os grupos mais afetados e vulneráveis. O número de distúrbios e violência aumentou consideravelmente, e a prioridade de acordo com as autoridades locais é restabelecer a ordem.
Doações
A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que devam ser necessários arrecadar mais de US$ 300 milhões em ajuda às vítimas que direta ou indiretamente somam cerca de 10 milhões de pessoas.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) faz alerta para a proliferação de doenças e nos próximos meses, 12 mil bebês deverão nascer na região que enfrenta problemas preocupantes com as precárias instalações médicas para atender a população.
Países e organizações humanitárias de todo mundo já anunciaram e começaram a enviar doações às Filipinas, mas o destaque negativo ficou para a China e seu comprometimento em doar apenas US$ 200 mil em dinheiro. A baixa quantia deve ser justificada devido à disputa de influência econômica e militar entre ambas as nações na região do Mar do Sul da China.
Desastres naturais
O tufão Haiyan ou Yolanda (nome dado pelos filipinos) foi o 24º do ano, e os meteorologistas já haviam emitido alerta para intensidade e efeito devastador dos ventos e chuvas que previam ser altos. Os estragos causados poderiam ter sido menores se a região não enfrentasse problemas com a limitada infraestrutura e urbanização desordenada, o que sempre acaba contribuindo para o grande número de vítimas no período das monções.
O conjunto de ilhas que compõem o arquipélago das Filipinas está localizado sobre o "Anel de Fogo do Pacífico", área que registra anualmente milhares de atividades sísmicas e vulcânicas que contribuem para o país ser um local de sucessivos desastres naturais. Siga @BlogJornalistas
Compartilhe:

12:00
Guilherme
Tags:
0 comentários:
Postar um comentário