sábado, 10 de dezembro de 2011

Sete ministros em menos de um ano





Não adiantou tentar enganar a imprensa. Nem mesmo dizer que amava a presidente Dilma Rousseff. Carlos Lupi deixou o ministério do trabalho da mesma forma. No último domingo veio o anúncio oficial. Após reunião com Dilma, Lupi pediu demissão. Em seu lugar fica de forma interina o secretário da pasta Paulo Roberto dos Santos Pinto.

É o sétimo ministro a cair em menos de um ano de Governo. Lupi diz que sua demissão se deve pela perseguição política e pessoal da vida que vinha sofrendo. E ainda se defendeu dizendo que em todo esse tempo gerou milhões de empregos, conseguiu reconhecimento legal das centrais sindicais, qualificação de milhões de trabalhadores e regulamentação do ponto eletrônico para proteger o bom trabalhador e o bom empregador. Não fez mais que sua obrigação.

O que o ex-ministro esqueceu de justificar foi que ele ocupou por quase cinco anos, dois cargos de assessor parlamentar em órgãos públicos distintos, a Câmara dos Deputados em Brasília e a Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A acumulação remunerada de cargos públicos é proibida pela constituição e pode levar a ações judiciais por improbabilidade administrativa.

A situação não estava tão boa para Lupi. Não foi só a imprensa a culpada. A cada mês um ministério é alvo de polêmicas e um ministro acaba caindo. Ficamos esperando para ver quem será o próximo. O ministro da Defesa, Mário Negromonte, está na corda bamba. Pode ser a próxima vítima.

por Dieverson Colombo



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