sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Luto no Jornalismo





O jornalismo brasileiro está em luto. No último dia 6 de novembro repórteres choraram a morte de Gelson Domingos, cinegrafista da Band, assassinado com um tiro de fuzil no peito. A tragédia aconteceu durante uma operação da polícia no Morro de Antares, Santa Cruz, Zona oeste do Rio de Janeiro. Mesmo usando colete, o jornalista não conseguiu sobreviver.

Policiais da Delegacia de Homicídios do Rio (DH) continuam investigando os autores do crime. Mas, esse incidente levanta a discussão dos sacrifícios que muitos jornalistas fazem diariamente. Homicídios, prisões, favelas, menores apreendidos. Até onde os jornalistas podem ir? Há algum limite para a profissão?

Todos sabem que a principal função do jornalista é contar a verdade para a população. Mas, é necessário arriscar a vida dessa maneira?

Infelizmente muitos repórteres acham que são verdadeiros kamikazes e arriscam a própria vida em matérias que muitas vezes não terão tanta repercussão. Um exemplo muito conhecido é o caso do jornalista da Globo, Tim Lopes, executado após realizar matérias sobre abuso de adolescentes e tráfico de drogas em bailes na Vila Cruzeiro, Rio de Janeiro. Em 2002 ele foi descoberto, seqüestrado, torturado e morto por Elias Maluco –um dos criminosos mais conhecidos do Rio – e levado para o topo da Favela da Grota, no Complexo do Alemão. O crime chocou o Brasil.

Seria necessário esse tipo de exposição por causa de uma matéria jornalística? Tim sabia que não era policial e que não poderia ter feito o que fez. Jornalistas precisam entender que não podem subir favelas na frente da polícia. Nenhuma matéria jornalística vale a vida de um profissional.

Filme “Repórteres de guerra”

No filme Repórteres de Guerra é mostrada a verdadeira face de um jornalismo de guerra, não muito diferente do jornalismo policial feito no Brasil. O filme baseado em uma história real conta a experiência de quatro fotojornalistas, entre eles o brasileiro João Silva, que vão á África do Sul para mostrar a realidade das eleições livres após o fim do Apartheid. Os quatro rapazes ficaram famosos e ganharam prêmios, mas Ken Oosterbroek, um dos jovens fotógrafos, não teve a mesma sorte. Um tiro o atingiu durante uma reportagem e o fotografo não conseguiu sobreviver.

por Aline Balbino



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