Quatro características fortes marcam o sensacionalismo no jornalismo: bom humor, criatividade, linguagem popular e fontes duvidosas. Para analisar o sucesso do sensacionalismo, devemos levar em conta duas situações: Este tipo de jornalismo só existe porque possui um público fiel, ou o público só lê este tipo de jornal porque não tem condições financeiras de comprar um jornal mais sofisticado, e assim, se informar melhor? Acredito que os dois. O cliente deste jornal une o útil ao agradável, ao ler aquilo que o agrada, dentro do seu orçamento. Mas é preocupante.
Vejo o jornalismo não só como fonte de informação para a sociedade, mas também como formador de opinião e instrutor sobre várias questões que permeiam a democracia: política, cultura, entretenimento etc. Os jornalistas, com seu conhecimento acadêmico e/ou científico, interpretam uma situação para que se torne acessível ao grande público, fortalecendo a cidadania através de reportagem ou de um artigo, sempre buscando a veracidade dos fatos. O que não ocorre no sensacionalismo.
Embora o sensacionalismo não seja sempre falso e sem credibilidade, quando transmite as notícias do seu modo extremamente particular – com uma linguagem chula, mal apurada –, mas basicamente verdadeira, considero-o como um desserviço à sociedade. Embora informe o público das notícias, ele não forma opinião, não produz capacidade crítica, muito pelo contrário: seu conteúdo principal volta-se para tragédias, assassinatos, escândalos, traições e boatos infundados. Raramente publica notícias de interesse público, e quando o faz é em forma de sátira ou inserindo uma das características acima na situação, retirando o foco das questões mais importantes e mergulhando o seu leitor em imbecilidades e assuntos lúdicos.
por Vinicius Damazio
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Guilherme
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