sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Policiais no crime





Após pouco mais de um mês de investigações, o ex-comandante do 7° BPM (São Gonçalo), o tenente-coronel Cláudio Luiz Oliveira, foi preso acusado de ser o mandante do assassinado da juíza Patrícia Aciolli, morta com 21 tiros no último dia 11 de agosto em Piratininga, Niterói, Rio de Janeiro.

A magistrada era conhecida como “Linha dura” quando se referia á policiais corruptos. O ex-comandante foi designado para o 22° BPM (Maré), mas depois que um dos cabos envolvidos no assassinato, revelou que ele teria sido o mandante do crime, o tenente-coronel foi preso e está no Bangu 1, um dos presídios mais vigiados do Rio de Janeiro.

A pergunta que muitos fazem é? Será que o tenente-coronel é realmente culpado pelo crime, já que o cabo o indicou sabendo que teria a pena reduzida? O fato tem feito alusão ao filme tropa de elite que trata visivelmente a realidade de policiais corruptos. Em quem confiaremos?

Policiais envolvidos com milícias, vans irregulares, clínicas clandestinas de aborto e etc. Uma pergunta ainda sem resposta seria o que leva esses homens que deveriam valorizar a lei a cometer esse tipo de crime hediondo? Matar uma juíza que era amada por uma cidade tão violenta e abandonada?

Outro crime que chocou o Brasil foi o Massacre da Candelária, quando seis menores e sete maiores de idade foram brutalmente assassinados por policiais em frente á Igreja da Candelária no Centro do Rio, que cometeram o crime para “fazer a limpeza” no centro da cidade. Especula-se também que eles cometeram o assassinato para se vingar das crianças que teriam jogado pedras nas viaturas.

Segue abaixo a lista dos mortos até então desconhecidos e ignorados:
Paulo Roberto de Oliveira, 11 anos
Anderson de Oliveira Pereira, 13 anos
Marcelo Cândido de Jesus, 14 anos
Valdevino Miguel de Almeida, 14 anos
"Gambazinho", 17 anos
Leandro Santos da Conceição, 17 anos
Paulo José da Silva, 18 anos
Marcos Antônio Alves da Silva, 19 anos

Alguns dos policiais envolvidos neste crime foram condenados, mas vários outros absolvidos.

por Aline Balbino



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