Alemanha Oriental, Coréia do Norte, Palestina, EUA e México. Você deve estar se perguntando: Qual a relação entre estas nações? A resposta: Todas elas tiveram ou ainda tem um muro.
Famílias, amigos, casas, ruas, praças, prédios. Os muros não poupam ninguém. Construídos em razão de uma ideologia e com motivos políticos, econômicos, nacionalistas, religiosos etc, eles segregam e rompem o contato entre duas ou mais partes.
Há vários tipos de muros. O mais famoso da história contemporânea é o Muro de Berlim. Construído durante a Guerra Fria (conflito não-armado entre os Estados Unidos e a extinta União Soviética) pelo governo da também extinta Alemanha Oriental, a barreira dividiu as duas Alemanhas (Ocidental e Oriental) por 28 anos. Na fronteira entre as Coréias do Sul e do Norte, também há um muro de 200 quilômetros de arame farpado, separando as duas nações. Estes são apenas dois exemplos mais famosos. O muro que separa Israel da Palestina, na guerra religiosa que dura há séculos entre judeus e muçulmanos, o muro entre o México e os EUA, com o intuito de impedir os imigrantes ilegais mexicanos de entrar nos Estados Unidos... Entre outros vários exemplos. A causa pode ser diferente, mas possuem o mesmo objetivo: separar.
Os muros são barreiras físicas, mas suas dimensões vão além e deixam marcas profundas na cultura daqueles que o vivenciaram. Ele deixa rivalidades, preconceitos e inspira conflitos. Sua existência, que interrompe um fluxo de pessoas, demonstra o fracasso da política e da incapacidade humana de se conviver com as diferenças.
No contexto contemporâneo, a segregação e a falta de contato entre culturas não é inteligente; a construção ou manutenção de um muro da intolerância é inadmissível no mundo extremamente globalizado em que vivemos, onde as fronteiras diminuem cada vez mais. Que estes tipos de muros, visíveis e invisíveis, venham abaixo.
por Vinicius Damazio
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