Recentemente, falamos sobre o uso das redes sociais como ferramentas para o jornalismo. Características como a facilidade e velocidade de divulgação são os atrativos desses sites tanto para os jornalistas trabalharem, quanto para os leitores se manterem informados. Mas podemos sempre acreditar no que é noticiado através do Twitter ou Facebook?
Os mesmos atributos (velocidade e facilidade) que servem de atrativo para transformar perfis em redes sociais em canais de informação, podem se tornar grandes armadilhas. A pressa de dar um furo, ou mesmo uma brincadeira de algum tuiteiro influente, abre caminho para a veiculação de uma informação falsa, e isso, combinado com a velocidade em que ela é replicada pelos seguidores, forma a receita ideal para a difusão de um boato pela internet afora.
Na última sexta-feira (09), o twitter do programa virtual What’s Trending anunciou a morte de Steve Jobs, ex-CEO da Apple. A repercussão do tweet foi tão grande, que ultrapassou a web, chegando a fazer cair economicamente a empresa da maçã.
Alguns minutos depois, o perfil no microblog voltou atrás, negando o rumor e pedindo desculpas a seus seguidores.
Não é a primeira vez que um boato publicado no Twitter causa alvoroço na internet. Em março e depois em agosto, o termo “RIP Jackie Chan” tomou conta dos Trending Topics, fazendo com que vários usuários pensassem que o astro tivesse falecido. Mas tudo não passou de uma brincadeira. Lembrando que esse é apenas um exemplo dentre vários existentes.
Portanto, sempre que algo bombástico for publicado no Twitter ou Facebook, tenha paciência. Procure analisar a veracidade do fato, leia a opinião de outros usuários, pesquise em vários portais ou outros perfis para ver se há um consenso e lembre-se de um velho ditado do mundo jornalístico: “Se sua mãe disser que te ama, vá confirmar”. Ele também é útil para quem não trabalha na área.
As redes sociais são importantes canais de informação, mas assim como qualquer outro meio de comunicação, devemos absorver seu conteúdo com certo grau de senso crítico e questionamento. Afinal não queremos uma versão moderna do episódio com a radionovela “Guerra dos Mundos”, quando um conto de ficção causou pânico nacional ao ser confundindo com um fato verídico.
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12:42
Guilherme
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