Relembrar é viver: o plano da organização terrorista Al-Qaeda, angariados por aquele que seria o mais procurado do mundo na década seguinte, Osama Bin Laden, era atacar duas importantes cidades dos Estados Unidos. A primeira seria a capital financeira, Nova Iorque, e a segunda, o centro do poder tanto político quanto militar daquela nação: Washington.
O atentado ocorreu no dia 11 de setembro de 2011 e culminou com a morte de 2.976 pessoas. Em uma manhã azul de terça-feira, as duas torres do WTC foram atingidas. A primeira, às 08h45 pela aeronave 175 United Airlines (com 62 pessoas), e a segunda, às 9h03 (apenas 17 minutos depois) pelo boing 767, carregado de combustível. O próximo alvo seria o pentágono, atingido pelo boing 747 menos de uma hora depois dos outros ataques e a uma velocidade de
850 km/h, matando 184 pessoas.
Na empreitada, Osama Bin Laden financiou e recrutou psicopatas como ele, mas o cérebro e arquiteto da barbárie foi Khalid Sheik Mohamed, que hoje vê o sol nascer quadrado em Cuba.
O plano não era recente. Desde 1996 Khalid o engendrava com empenho, contudo, Bin Laden só aprovou a idéia em 1999. Primordialmente, o projeto incluía a destruição de prédios de Los Angeles e Chicago, mas faltaram delinqüentes que topassem a operação.
Mas qual o motivo de tanto ódio pela terra do Tio Sam? Podemos citar três fatores: a presença de tropas dos EUA na Arábia Saudita, o apoio americano a Israel e as sanções internacionais contra o Iraque.
Limpar os destroços dos ataques levou nove meses, mas até hoje, para muitos, a limpeza maior nunca poderá ser feita: apagar a saudade e a dor de ter perdido seus entes queridos.
Aqui, o áudio de uma das matérias especiais feita pela radio Estadão/ESPN, que narra a ligação de um rapaz que estava no avião sequestrado que atingiu uma das torres gêmeas.
Retrospectiva feita será que hoje em dia já conseguimos medir suas consequências? Na verdade, ainda é muito difícil. Dez anos não são suficientes para tratar do assunto com propriedade, pois é muito vasto e impreciso, envolve economia, guerra, política, e mais do que isso: seres humanos.
Na época dos atentados, o presidente em exercício dos EUA era George W. Bush, e sua resposta aos ataques foi dada como um reflexo: “guerra ao terror”. Apoiado por 56 países, primeiro atacou o Talibã, e em seguida, o Iraque. Ainda hoje, 100 mil soldados participam daquela que seria conhecida como a maior guerra da história dos EUA. O saldo é trágico: Mais de seis mil militares de 20 países morreram nas duas guerras. No Afeganistão, as mortes de civis chegaram a quase nove mil. No Iraque, as estimativas variam de 100 mil a 1 milhão de civis mortos no conflito.
Alguns especialistas afirmam que a idéia de guerra foi boa, levando em consideração que desde então nenhum outro ataque surpresa foi feito. Mas será? Em minha opinião, guerra nunca foi, é ou será boa. É boa para nós, que ficamos fascinados com suas historias e fotos nos livros e revistas, além de ser fonte inesgotável de informação. Entretanto, quem conhece a fundo o que realmente significa, tais quais suas conseqüências, sabe bem do que eu estou falando.
Antes do ataque, os EUA estavam em um mar de rosas. A economia ia bem, havia emprego para a população, o consumismo era frenético e não havia combates. Passados dez anos, posso afirmar que é outro país.
Respondendo a pergunta que fiz no início do texto, a minha opinião é que o país está se recuperando aos poucos, tanto em suas áreas práticas até aquelas mais abstratas. Um exemplo de renovação é o Marco Zero, nome que deram ao local que abrigava as torres do WTC. A área de 65 mil metros em Manhattan vai ganhar um memorial e um museu. Para o prefeito da NY, significa que a cidade já superou a tragédia. "Nunca nos esqueceremos da devastação do que ficou conhecido como o Marco Zero. Mas chegou o momento de chamar estes 16 hectares pelo seu nome - World Trade Center Museu Nacional do 11 de Setembro", afirmou.
Mas de forma alguma a opinião do prefeito é ou será um consenso, principalmente para as famílias.
por Fernanda Lima
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07:30
Guilherme
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