segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Como escrever na rede





Escrever textos para a web pode parecer tarefa simples. Ledo engano. Hoje em dia, técnicas e mais técnicas precisaram ser adaptadas para o cotidiano dos “webwriters”.

As ferramentas podem ajudar, mas é claro que não são suficientes, pois o texto no geral não depende de uma regra ou de uma forma específica, e sim da criatividade e do conhecimento de quem escreve. Mas que umas dicas e outras ajudam e muito ninguém pode negar, não é mesmo? Hoje em dia é fundamental saber que existem grandes diferenças de textos para web e textos para impresso (que também se diferenciam, como por exemplo, os de revista e jornal). A era da internet, tecnologia e inovação estão aí para não me deixar mentir. Até as grades curriculares dos cursos superiores foram alteradas e precisaram ser adaptadas às novas mudanças.

Outro fator importante em relação ao conhecimento dessa diferenciação diz respeito ao mercado de trabalho. A maioria das empresas hoje em dia possui web site, redes sociais e outros canais multimidiáticos, portanto, é preciso estar atento para não perder grandes oportunidades. Já fiz diversas entrevistas de emprego em que o teste consistia em transformar um texto de revista para um texto de web (algumas empresas pedem até para você citar recursos – hipertextos, redes sociais, podcasts – que se encaixe na estrutura do texto). Quem tenta fugir desta realidade está fadado ao fracasso, por isso acho importante destacar alguns aspectos. Observando esse contexto, encontrei um livro que analisa bem e dá dicas ótimas para quem não quer ficar de fora desse nicho.

“Como escrever na rede – Manual de conteúdo e redação para internet” é um livro fininho, de 109 páginas que dá pra ler em poucas horas. Mas seu conteúdo é imensurável. O autor, Leonardo Moura, é responsável pelos sites do GNT Brasil e do GNT Portugal, e dá diversas dicas para escrever na web. O único fator que me desagradou é que o livro, por ter sido escrito em 2002, está um pouco desatualizado. O autor afirma que a internet será uma grande revolução na vida das pessoas e faz previsões que hoje já foram concretizadas (além de falar de “Pager”, aquele aparelhinho que nossos pais usavam). Fora isso, suas dicas e sugestões não dependem de tempo pra acontecer e se tornam extremamente úteis. Outra coisa que é importante ressaltar, e que poucas pessoas conhecem, é o histórico que o autor traça: como surgiu a internet, da onde veio, quem criou e como começou. É uma viagem muito bacana e interessante, vale a pena.

Por fim, vou colocar aqui alguma das dicas que o Leonardo escreveu no livro. Mas não deixem de ler. É essencial, principalmente para o pessoal da área de comunicação.

“ (...) É preciso ter em mente que o leitor do veículo virtual é apressado e, se não temos um bom lide e uma boa amarração de idéias para dar continuidade e finalizar a reportagem de uma notícia perdemos o freguês, que vai clicar em outro link e vai embora.”

“Por ser parecido com o texto de radio ou de TV, o texto na internet conversa com o leitor. Por isso, qualquer tipo de rima em meio à redação não fica bem na web.”

“Frases curtas e pontuação são essenciais na rede. Controlar o ritmo da frase e preferir sempre períodos curtos fazem diferença para quem lê numa tela de computador. Por isso, uma grande dica para adaptar o texto à Internet é lê-lo em voz alta após a finalização. Uma coisa é certa: se o ar faltou ou se alguma oração soou engraçada ou confusa, o texto não está claro para o internauta.”

por Fernanda Lima



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