segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Redes Sociais: novos caminhos para o Jornalismo





logos_redes_sociaisPesquisa publicada pelo Ibope recentemente demonstrou que, no período de um ano, o número de internautas no Brasil aumentou 13,9 por cento. Isso significa que chegamos à marca de 43 milhões e 200 mil usuários ativos na internet em nosso país no mês de março. Junto com a expansão da internet, outro fenômeno vem se tornando cada vez mais presente em nossas vidas: as redes sociais.

A porcentagem de internautas brasileiros que frequentam esses sites é de 85,3 por cento. E diante de tamanho tráfego de usuários, as redes podem ser usadas de diversas maneiras. É o que afirma a professora e especialista em comunicação digital, Telma Johnson. “São as mais variadas motivações. Redes sociais como Orkut ou Facebook permitem o compartilhamento de notícias, informações pessoais e fotografias. O Twitter se transformou em um importante canal de veiculação de informações jornalísticas. Cada usuário utiliza a ferramenta de uma maneira, é tudo muito dinâmico, só depende da criatividade da pessoa”, observa.

O Twitter vem se destacando por sua velocidade e facilidade no compartilhamento de informações. A operação que resultou na morte do terrorista Osama Bin Laden foi narrada por um internauta na íntegra. A morte da cantora Amy Winehouse foi confirmada em primeira mão por um jornalista inglês através de um tweet. Fatos como esses chamam a atenção dos profissionais de comunicação, que começam a enxergar o microblog como uma importante ferramenta de trabalho. O Facebook não ficou para trás, e lançou em abril deste ano, o serviço especializado para jornalistas chamado Facebook and Journalists.

“A expansão do campo profissional é uma das grandes vantagens para os jornalistas com o avanço dessas tecnologias da informação e comunicação. Agora é possível que o jornalista exerça sua profissão de forma mais independente, mesmo quando estão vinculados em termos empregatícios com algum veículo de comunicação. Basta estar atento às novidades e tendências da área”, completa a especialista.

A tendência é que a internet e, consequentemente, as redes sociais, se integrem a vida das pessoas de maneira cada vez mais intensa. E aqueles que insistirem em viver apenas no mundo off-line podem sofrer as consequências. Para os que ainda resistem à internet, resta apenas seguir o pensamento do famoso naturalista Charles Darwin, e se adaptar as condições do meio para não se tornar uma um ser extinto.

por Guilherme Ludwig
@ludwigbh



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