A invasão do Iraque teve início em 20 de março de 2003 quando os Estados Unidos (apoiado Reino Unido, Espanha, Itália, Polônia e Austrália) sob alegações de suposta existência de armas de destruição em massa que estariam em poder do ditador iraquiano Saddam Hussein. A eminência de novos ataques terroristas em território americano fizeram com que o governo Bush tivesse o apoio de grande parte dos cidadãos e políticos americanos para o início desta guerra.
Em abril de 2003 as tropas chegaram a capital Bagdá, mas diferentemente do que se imaginou, e que esta seria uma guerra "rápida e cirúrgica", com poucas mortes de civis, os planos americanos foram frustrados pelos sucessivos ataques suicidas de rebeldes que dominam o país até hoje.
Só nas últimas 24 horas, ataques envolvendo carros-bomba, estradas com explosivos e homens suicidas, todos aparentemente coordenados, ocasionaram a morte de aproximadamente 60 pessoas, dentre elas civis e policiais iraquianos.
A violência no Iraque tem diminuído desde 2007 quando os números das tropas atingiram 160 mil soldados, mas é crescente em 2011 o número de atentados violentos. As forças iraquianas mostram-se despreparadas para manter a ordem no país. Líderes iraquianos estiveram recentemente em reunião com autoridades americanas para negociar uma possível permanência de um contingente de soldados em 2012, tendo em vista que a retirada das tropas está prevista para o final deste ano, mas nada foi acertado.
Uma guerra civil entre xiitas e sunitas que buscarão liderar o país politicamente é cada vez mais eminente. Os Estados Unidos está endividado e fará cortes no orçamento militar, ainda que tenham responsabilidades com a guerra que iniciaram, o governo de Barack Obama dificilmente assumirá novos gastos. Há ainda um grupo de militares e políticos americanos que criticam a posição do governo pela retirada das tropas neste ano, segundo afirmam esta pode ser uma atitude precipitada considerando os avanços já obtidos.
A única vantagem da guerra no Iraque foi a deposição de Saddam Hussein, mesmo assim em condições indignas e arbitrárias até para um ditador. O número de civis e militares mortos em mais de 8 anos é difícil de se calcular, e nenhuma guerra compensa o número de perdas humanas. Ainda que 18 de Agosto de 2010 seja considerado o fim oficial dos conflitos, com tudo o que acompanhamos diariamente nos noticiários, será que a guerra terminou? E se terminou, a que preço?
por Alan Vasconcelos
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19:47
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