segunda-feira, 20 de junho de 2011

O caso Palocci - Parte Final





Palocci ressurgiu no ano passado para coordenar a campanha de Dilma Rousseff. Depois da eleição, e após conquistar a confiança da presidente, assumiu a chefia da Casa Civil e se tornou o ministro mais importante do governo, responsável pelas articulações políticas do Executivo.

As coisas começaram a ficar ruins novamente para Palocci no dia 15 de maio, quando o jornal Folha de S. Paulo informou, em reportagem, que seu patrimônio pessoal havia crescido 20 vezes entre 2006 e 2010, período no qual ele exerceu o mandato de deputado federal.

Uma pena que o procurador da República, Roberto Gurgel, não levou o caso a sério e resolveu não abrir inquérito para investigação das denúncias.

O ministro Antonio Palocci encaminhou no dia 07 de junho a presidente Dilma Rousseff o seu pedido de demissão como ministro-chefe da Casa Civil.Em nota divulgada posteriormente, a presidente Dilma Rousseff lamentou a saída do ministro do governo e confirmou ter convidado a senadora Gleisi Hoffmann para ocupar a chefia da Casa Civil.

De acordo com o jornal, antes de assumir a Casa Civil, o petista comprou dois imóveis em São Paulo, sendo um deles um apartamento avaliado em mais de R$ 6 milhões. Em 2006, Palocci havia declarado à Justiça Eleitoral um patrimônio estimado em R$ 375 mil (corrigidos pela inflação).

Além do aumento patrimonial, o jornal noticiou que o ministro faturou R$ 20 milhões apenas em 2010 (quando era coordenador da campanha presidencial de Dilma) , graças ao serviço de consultoria prestado a empresas.

Diante dos fatos divulgados, a oposição passou a suspeitar de tráfico de influência e enriquecimento ilícito e tentou levar Palocci ao Congresso para prestar explicações. Mais uma vez as pressões da oposição e opinião pública foram decisivas para o desencadeamento dos fatos.



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