O Afeganistão sofreu mais um dia de ataques suicidas na capital Kabul. O alvo dos insurgentes talibãs desta vez foi o Hotel Intercontinental, responsável por hospedar líderes políticos e jornalistas de todo o mundo.
Foi na hora do jantar que três homens bomba se suicidaram no portão principal facilitando a entrada de pelo menos outros seis homens armados. Até o momento relatórios indicam que cerca de dez pessoas foram mortas, além de um grande número de feridos que as autoridades afegãs não sabem precisar.
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| Hotel Intercontinental |
Conhecido pelo seu forte esquema de segurança não é a primeira vez que o Intercontinental é alvo de ataques. Entre 1992 e 1996 durante uma guerra de facções rivais afegãs o hotel foi alvo de vinte mísseis. A violência no país tem aumentado consideravelmente desde a morte do líder da al-Qaeda Osama Bin Laden em 2 de maio deste ano no Paquistão.
A principal questão que surge neste momento é se o governo americano pode realmente começar a retirada das tropas previstas para ser iniciada em julho próximo. Ano passado o presidente Barack Obama já anunciava o início do cumprimento, desta que foi uma de suas promessas de campanha. A previsão é de que 10 mil soldados retornem aos Estados Unidos este ano e outros 23 mil até setembro de 2012.
O líder do exército norte-americano no Afeganistão, general David Petraeus, já previa que esta possível retirada de tropas seria inviável e que a data que Obama vinha apontado para a retirada das tropas poderia ser prematura. E é isto que vem se mostrando nas últimas semanas, depois de alguns meses de avanços militares significativos no território afegão, a morte Osama parece ter dado um novo fôlego para os militantes da al-Qaeda espalhados por todo o país.
Outro motivo para a retirada das tropas americanas seria a economia para os cofres dos Estados Unidos que apresenta um endividamento histórico de quase 15 trilhões de dólares. A presença americana no Afeganistão tem custado mais de US$ 110 bilhões anuais e parece estar longe do fim, ainda que embora a retirada total dos 100 mil militares americanos esteja prevista para meados ou final de 2014.
O que não pode acontecer é a pressa de Obama para não fazer feio frente ao seu eleitorado na disputa presidencial do ano que vem interferir nos avanços militares e de pacificação do território afegão.
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21:28
Guilherme
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